DESCASO: Grávida tem atendimento negado em hospital de Itambé-PE


LUZIARA DE LIMA, grávida de 8 meses, entrou em trabalho de parto prematuro de risco, na última quarta-feira(22), quando estava em seu local de trabalho. A mulher imediatamente entrou em contato com sua médica, que lhe passou duas injeções para serem tomadas e a recomendou que fosse para a maternidade mais próxima.

Na quinta-feira(23), a gestante comprou as duas injeções recomendadas por sua médica e foi para o Hospital Dr. Hercílio de Morais Borba, em Itambé, cidade da Mata Norte de Pernambuco. Ainda neste dia, uma injeção foi aplicada e a outra deveria ser aplicada no dia seguinte(24). No entanto, por volta das 15h de hoje, a paciente retornou ao hospital, acompanhada de seu pai para poder tomar a segunda injeção, onde acabou sendo impedida de receber o atendimento por causa de um porteiro conhecido por Manoel.


A paciente ainda chegou a preencher a ficha de atendimento, para poder receber a aplicação da injeção. Então, quando Luiziara se dirigiu a sala de atendimento, que fica localizado em outro corredor do Hospital, o porteiro Manoel fechou o portão de acesso, ficou segurando e disse que ela teria que aguardar e esperar na fila para passar pelo médico, e assim ser atendida.

Vale ressaltar que Luziara está com Risco de Parto e pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento, sendo uma situação bastante delicada. Lembrando que gestante tem preferência em qualquer atendimento, assegurado pela Lei Federal 10.048, de 8 de novembro de 2000.

A reportagem do PBPE foi até o Hospital de Itambé-PE, para saber mais detalhes sobre o ocorrido. Em entrevista com o porteiro Manoel, ele informou que a paciente teria rasgado a ficha de atendimento, e que a mesma não estava grávida. Manoel disse ainda que esse caso era mais politicagem e que tem pessoas que ainda não desceram do Palanque.


Luziara contou a reportagem do PBPE, que só rasgou a ficha, porque seu atendimento foi negado antes, onde teria se revoltado com a atitude e rasgado a ficha. Luziara só tomou a injeção porque recorreu a uma clinica particular da cidade.

“Qualquer paciente com receita externa ou medicamentos, tem que preencher a ficha de atendimento e prescrever para ser passada pelo médico.” Informou a enfermeira Chefe, Rocilda.

Por telefone, tentamos falar com a Diretora do Hospital Paula Brito, mas as ligações não foram atendidas.

“Não aceito esse tipo de atendimento na Unidade Hospitalar de Itambé! Pago meus impostos e tenho direito a atendimento digno, como cidadã Itambeense. Quero deixar bem claro que nunca me envolvi em campanhas políticas, muito menos trabalhei em prefeitura.” Lamentou Luziara de Lima.


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